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Os nomes e as homenagens

em 18/08/20


Lembram-se deste post? Desta vez, trago-vos uma perspectiva um pouco diferente. 
A nossa leitora está grávida pela primeira vez e vem aí uma menina - a primeira neta a chegar depois de três meninos. A família está muito feliz mas a leitora sente que estão a pressioná-la para escolher o nome da avó para a bebé. O nome é bonito, está muito na moda, a relação entre mãe e filha é óptima mas essa não é a vontade dos pais. O problema que se coloca é o receio de fragilizar ou melindrar os avós, que praticamente dão a escolha como certa, coisa que está a perturbar esta futura mãe!
Falamos habitualmente mais da vontade de homenagear do que da vontade de ser homenageado, mas isso também acontece, certo? Há uma emoção associada à partilha do nome, um adensar do vínculo que une as três gerações... Lá por casa não correríamos este risco, porque a avó Elvira é a primeira a opor-se à ideia, mas reconheço que é uma situação delicada! 
Alguém passou pelo mesmo? Ficariam felizes se alguém que vos é próximo escolhesse o vosso nome para o bebé? 

A avó é que sabe?

em 06/08/19


Escrevi centenas de posts neste blog antes de ser mãe. Respondi a pedidos de ajuda, aconselhei o melhor que sabia, pedi aos leitores que ignorassem os comentários alheios, mas era algo baseado no bom senso e não na voz da experiência. Quando chegou a minha vez, não foi fácil seguir as minhas próprias orientações e, por momentos, também eu desmoralizei perante reacções agrestes à nossa lista de nomes. No entanto, eu tinha a vantagem de saber de antemão aquilo que me esperava e estava de sobreaviso: as avós conseguem ser muito territoriais e se não se revirem nas nossas escolhas, seremos inevitavelmente informados. Porém, há muitas pessoas que ficam verdadeiramente surpreendidas com a intensidade das críticas e que acabam este processo, que deveria ser maravilhoso, muito magoadas com as suas mães. 

Mas... e porque é que as mães não gostam dos nomes que nos encantam? As respostas são infindáveis, mas tendo em atenção o estilo predominante nos leitores do Nomes e mais Nomes, pergunto-me se não estaremos a pisar um terreno minado. Reparem: hoje olhamos com interesse para os nomes da geração das nossas avós. De certa forma, são nomes "frescos" para os nossos ouvidos, mas é bem possível que tenham estado muito presentes na vida das nossas mães. Por exemplo, eu gosto mesmo muito de Ester, nome que a minha mãe abomina, porque lhe traz à memória a professora primária que tanto a aterrorizou. 
Claro que isto não serve de desculpa para o discurso inflamado, mas eu acho sempre útil olhar para as coisas de várias perspectivas. Desse lado, há histórias de conflitos com as mães durante a escolha do nome? Receiam que possa vir a acontecer? Acham que seriam capazes de passar por cima de opiniões tão vincadas e prosseguir com a vossa escolha ou acham que as palavras ecoarão para sempre?